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Para viver na verdade, que é onde se encontra a alegria de viver, é essencial, entre outras coisas, assumir a responsabilidade pelos erros cometidos. Afinal, se a vida pode ser resumida em praticar o bem e evitar o mal, temos aí já 50% do caminho percorrido, não é? A consciência bem formada existe justamente para nos ajudar a saber o que fizemos de errado.
Quando cometemos um erro, é necessário reconhecê-lo, confessá-lo e buscar reparar as consequências negativas que dele decorreram. E é aí que entra a consciência bem formada: ela aponta onde erramos, o que precisamos fazer para reparar a mágoa que causamos e assim perseverarmos no Bem. É por isto que receber o Sacramento da Confissão regularmente é tão importante: ao confessarmos nossos pecados, recebemos o perdão de Deus e com ele recuperamos a graça de Deus na nossa alma.
Ou seja, a Confissão nos santifica e nos aproxima de Deus, aumenta o conhecimento próprio, faz crescer a humildade cristã, combate a indolência espiritual e fortalece a vontade. A confissão também aumenta a graça em virtude do Sacramento e é o único modo de vencer o hábito do pecado mortal, de evitar a multiplicação dos pecados veniais e auxiliar e acelerar o progresso nas virtudes e a perseverança no bem. Também é durante a Confissão que muitas vezes recebemos a direção espiritual.
Para viver na verdade, que é onde se encontra a alegria de viver, é essencial buscar a formação adequada da consciência. Negligenciar esse aprendizado é uma forma de ignorância que pode nos afastar de Deus. Quando uma pessoa deixa de buscar instrução sobre as verdades da fé, especialmente por escolha própria para continuar pecando sem remorso, está cometendo um pecado grave. Por isso, confessores têm o dever de orientar os penitentes, ensinando-lhes verdades essenciais para que possam se confessar validamente e crescer na vida espiritual.
Uma consciência bem formada nos ajuda a reconhecer os erros cometidos e a buscar reparação. Quando pecamos por ignorância, os confessores devem corrigir essa falha, especialmente quando percebem que uma consciência errônea levou a um pecado grave.
Cada pessoa é responsável por suas ações e deve prestar contas delas, o que pode incluir restituição de danos, retratação por falsas acusações e sincero arrependimento para obter a absolvição sacramental.
Ter uma consciência bem formada e recorrer regularmente à Confissão nos permite viver com retidão e fortalecer nossa relação com Deus. O conhecimento sólido da moral cristã, baseado na doutrina da Igreja e no ensinamento seguro dos confessores, ajuda-nos a evitar erros e perseverar no caminho do bem.
Pecados acumulados podem levar a uma consciência "relaxada" ou "frouxa", caracterizada por uma disposição habitual de minimizar os próprios deveres e ampliar excessivamente a liberdade de agir. Quando alguém se acostuma a não enfrentar seus pecados, corre o risco de perder a sensibilidade moral e de viver como se não houvesse necessidade de conversão, ou seja, o acumulo de pecados pode matar a consciência, nos tornando pessoas sem consciência moral.
É importante recuperar a clareza sobre o bem e o mal. A oração assídua, a confissão sacramental e o exame de consciência são meios indispensáveis para fortalecer a consciência e restaurar a reta ordem moral na vida do penitente.
Os confessores são orientados a lidar com penitentes em diferentes estados de consciência e a insistir para que aqueles com consciência frouxa confessem até mesmo os pecados dos quais tem dúvidas se foram pecados. Isso porque, quando uma pessoa acostuma-se a omitir ou relativizar suas faltas, pode acabar se afastando da graça de Deus sem perceber e consequentemente viver enganada sobre os males da vida. Além disso, se pecados mortais forem omitidos por negligência grave, a confissão torna-se inválida e sacrílega, aumentando ainda mais o afastamento da verdade e da salvação.
O confessor tem a missão de ajudar os penitentes a cultivar uma consciência bem formada, a crescer na dor pelos próprios pecados e a desenvolver virtudes essenciais, como a humildade e o autoconhecimento. Ele deve estar atento para orientar aqueles que criaram o hábito do pecado, pois, quanto mais enraizado um vício, mais difícil se torna a sua erradicação. Também uma abordagem muito branda pode não auxiliar o penitente a superar suas faltas..
A falta de verdadeira dor pelos pecados cometidos pode ser identificada por sinais como confissões infrequentes, falta de preparação, ignorância ou uma abordagem mecânica e sem reflexão do sacramento. Sem uma real disposição para abandonar o pecado, a confissão pode se tornar apenas um rito vazio, sem frutos espirituais.
Causas de uma consciência relaxada incluem uma disposição habitual de minimizar seus deveres e estender excessivamente a liberdade de agir, má educação religiosa, ceder a paixões desordenadas e preocupação excessiva com coisas temporais.
Aqueles com uma consciência relaxada carecem de verdadeiro arrependimento, defendem, minimizam ou justificam seus pecados e não valorizam motivações sobrenaturais, como salvação ou condenação.
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