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O pecado de "Atos Impuros: Sozinho, com outro, mesmo/diferente sexo, casado/solteiro, evitando procriação ou não (Contra o Sexto Mandamento)" refere-se a comportamentos que violam a virtude da castidade e a lei moral em relação à sexualidade.
Estes atos são designados como "luxúria externa não consumada" ou "pecados externos de impudicícia" quando não são atos sexuais consumados, mas excitam movimentos impuros ou levam ao prazer venéreo. A malícia desses atos deriva da sua aptidão natural para excitar movimentos impuros que podem levar ao prazer venéreo.
São ações que, por sua natureza ou intenção, podem excitar movimentos desonestos e levar ao prazer venéreo, tornando-se pecaminosas.
A masturbação é a completa satisfação da própria libido sem a cópula. Se provocados diretamente e com consentimento, constituem pecado grave. Pecados de impudicícia são cometidos quando, por toques voluntários, pensamentos, olhares, leituras ou contatos femininos, a pessoa tenta provocar deliberadamente essas sensações.
A contracepção consiste na separação voluntária e artificial das duas dimensões do ato sexual – a unitiva e a procriativa –, buscando a união sem fertilidade.
A Igreja ensina a "malícia intrínseca de qualquer ato conjugal intencionalmente infecundo", sendo sempre pecado mortal. O uso de meios com efeito abortivo é ainda mais grave. Mesmo o recurso a períodos infecundos (regulação natural da natalidade) é pecaminoso se feito sem motivo ou causa suficiente.
Para que um pecado seja mortal, requerem-se três condições simultâneas: matéria grave, plena consciência e deliberado consentimento. Pecados contra a castidade são considerados "pecado mortal ex toto genere suo", o que significa que a sua matéria é sempre grave, e qualquer leveza provém de causas subjetivas como falta de plena consciência ou consentimento imperfeito. No entanto, fatores como imaturidade afetiva, força de hábitos, angústia ou outros fatores psíquicos ou sociais podem diminuir ou atenuar a culpabilidade moral.
As consequências negativas desses pecados são profundas e abrangem diversas esferas:
O pecado é uma ofensa a Deus, uma falta contra a razão e a verdade, e um apego perverso a certos bens.
A luxúria diretamente querida, mesmo não consumada, é pecado mortal ex toto genere suo. O pecado mortal destrói a caridade no coração, desviando o homem de Deus e tornando-o incapaz da vida eterna, resultando em "pena eterna" se não houver arrependimento.
O pecado cria uma propensão ao pecado, gerando o vício pela repetição dos mesmos atos. A impureza é um dos sete pecados capitais, que geram outros pecados e vícios.
A impureza debilita a força de vontade e obscurece a inteligência. A concupiscência, ou a "carne", é uma fonte próxima e geral de pecados.
Esses atos podem gerar escândalo, especialmente quando praticados publicamente. Escandalizar deliberadamente a outrem para uma falta grave é uma falta grave. Concursos de beleza como os de "Miss" são citados como ocasiões diretas de pecado e escândalo pela exibição imodesta. A pornografia é um "perigo" que incita à sensualidade. A cooperação no mal alheio também incorre em responsabilidade.
Esses pecados ferem a natureza do homem e a solidariedade humana. A luxúria pode levar a outros pecados contra a vida ou a pessoa humana, como aborto e esterilização, especialmente se as precauções contraceptivas falham. Pode levar a prejuízos irremediáveis à vítima, como no caso de estupro. O pecado social e as "estruturas de pecado" são expressões e efeitos dos pecados pessoais.
Além da pena eterna, todo pecado (mesmo venial) acarreta um apego prejudicial às criaturas que exige purificação, seja na terra ou no purgatório, chamada "pena temporal".
A imensa miséria humana e a inclinação ao mal e à morte são compreendidas como consequências do pecado, que é a "morte da alma".
Este pecado ofende diretamente:
"Não cometerás adultério" (Ex , 1). Este mandamento, ampliado por Jesus (Mt -) ao incluir o olhar com desejo libidinoso, proíbe tudo o que se opõe à castidade.
"Não cobiçarás a casa de teu próximo, não desejarás sua mulher..." (Ex ,17). Este mandamento proíbe a concupiscência carnal e os pecados internos contra a castidade, referindo-se à intenção do coração. Ele desdobra e completa o sexto, proibindo a cobiça dos bens alheios.
Os atos impuros são diretamente contrários à virtude da castidade. A castidade é a virtude moral que "reprime qualquer ato, interno e externo, tendente a um prazer sexual desordenado".
A castidade é uma virtude que é comandada pela virtude cardeal da temperança, que "modera a atração dos prazeres sensíveis e procura o equilíbrio no uso dos bens criados".
Esses atos são diretamente contrários ao pudor, que "preserva a intimidade da pessoa", recusa mostrar o que deve ficar escondido e "orienta os olhares e os gestos em conformidade com a dignidade das pessoas".
Tais atos, especialmente quando envolvem outros, como no caso de estupro, violam os direitos fundamentais das pessoas e lesam a justiça e a caridade.
Para evitar esses pecados, as fontes recomendam uma abordagem multifacetada que envolve vigilância, disciplina e apoio espiritual:
Esta é uma das principais recomendações para evitar o mal. Inclui:
O domínio sobre si mesmo, ou seja, ser capaz de escolher o que fazer, é essencial para resistir às tentações, especialmente aquelas relacionadas aos prazeres sensíveis e aos impulsos da carne. O domínio de si implica a capacidade de controlar as próprias paixões, emoções e apetites, subordinando-os à razão e à vontade orientada pela fé. Nesse sentido, a verdadeira liberdade reside na capacidade de aderir voluntariamente ao bem. Não se trata de reprimir ou anular os desejos, mas de ordená-los, direcionando-os para o bem, de acordo com a dignidade da pessoa humana e o plano divino. Este controle sobre si mesmo fortalece a alma, permitindo uma maior liberdade interior para escolher o bem e evitar o mal, construindo assim a virtude e a santidade pessoal.
A mortificação é a prática consciente e voluntária de, através de contenções, evitar ser arrastado por instintos e emoções que desviam do que deveríamos fazer. Praticamos a mortificação para formar o hábito de ser moderado e adequado no consumo de prazeres. Ela visa fortalecer a vontade, ordenar os desejos e promover um maior domínio de si. As descobertas científicas recentes ressaltam que nosso organismo não foi projetado para o consumo excessivo e que os apelos da gula, por exemplo, são parte dos instintos promovidos por uma sociedade de consumo de modo exagerado. Nesse sentido, a mortificação é também um ato de respeito a si mesmo e ao próprio corpo, evitando o consumo desordenado que o prejudica e desvia o foco do que é essencial. Através de pequenos atos de abnegação no cotidiano, como acompanhar a refeição apenas com água, evitar a repetição da sobremesa, ou desligar o celular por um período para se dedicar a uma atividade mais profunda, o cristão exercita a capacidade de dizer "não" ao que o afasta de um bem maior e "sim" ao que o aproxima da virtude. A tradição cristã recorda a importância de "orar e jejuar" para vencer as tentações mais difíceis, como ensinado em Marcos 9,: "Esta espécie de demônio não se expele senão pela oração e pelo jejum."
A fidelidade à oração é um meio essencial para obter a graça divina e a força para perseverar.
A Confissão e a Comunhão são meios poderosos para fortalecer a alma e resistir ao pecado. Na Confissão, é crucial ter um propósito firme de emenda e estar disposto a evitar as ocasiões próximas de pecado. A falta de um verdadeiro propósito pode invalidar a absolvição. O confessor deve proceder com prudência e delicadeza, evitando curiosidade ou perguntas que possam instruir o penitente sobre o mal que ele ignora.
Buscar a orientação de um bom diretor espiritual é altamente recomendável.
Proteger a intimidade da pessoa e o mistério do amor. Isso inclui a modéstia no vestir, nos olhares e nos gestos.
Implica vigilância e o uso de meios sugeridos pela religião e pela ciência. Os pais e educadores têm o dever de formar as crianças na pureza, ensinando o respeito pela pessoa humana e evitando instruções sexuais prematuras ou imprudentes. A coeducação é vista como um perigo para a pureza.
Não se deve consentir ou buscar prazer em pensamentos e desejos impuros. É preciso resistir positivamente a movimentos passionais.
A "carne" (natureza humana corrompida) é uma fonte de pecados e exige luta constante.
Entender a seriedade dos pecados, mesmo os veniais, para fomentar uma maior aversão a eles.
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